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Resgistro da manhã

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Resgistro da manhã de 20 de Agosto de 2026       Eu fui dormir cedo ontem, desliguei o computador, deixei o celular de lado, estava falando com a Andreza, ela está viajando de férias para Ouro Preto - MG, me contou um pouco de como está sendo a viagem, me deu uma bad, mas eu fui orar, conversei com Deus, com todas as luzes desligadas, sem nehum estímulo, fui dormir umas 20:30 e acordei algumas vezes para beber agua, e também parar ir ao banheiro, mas busquei diminuir minha atividade cerebral que é intensa as vezes quando estou ansioso assim, mas posso dizer que tive uma boa noite de sono, acordei hoje 05:59 quando olhei no relógio, fiz um café com açucar, tomei, fiz um pão de forma com manteira e um padaço de mussarela velha que tava na geladeira, mas assim que dei uma mordida, cuspi e joguei o pão fora, não tava bom, mas com o café no bucho eu fui dar uma caminhada/ corrida no parque foi ótimo, ver o dinha amanhecendo, as pessoas no parque também caminhando, antes ...

Você está na correria né?

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Você já está resolvendo problemas sozinho, nem se abala, nem se impressiona com o desafio, sabe que é difícil, sabe que nada cai do céu, sabe que ninguém vai vir te salvar, olha só, quando você menos percebeu, você se tornou o adulto responsável que você admirava, está replicando o que seus pais, seus tios e os mais velhos naquela época, lembra? Faziam e você ficava imaginando, como ele/ela é capaz? Será que eu vou dar conta um dia? Pois é, você nem viu, mas já trilha caminhos estreitos, sem pedir ajuda, você sabe onde procurar ajuda, você se basta sozinho, você sabe a hora que pode sentar e chorar, você entendeu que nem todo momento é pra ser emocional, tem horas que é hora de ser 100% razão, e tem momentos que você pode se deixar ser emoção, mas sem permitir que usem seu momento emocional como brecha para te derrubar, você entendeu que o mundo é mau, que as pessoas são ruins, mas mesmo assim decidiu fazer o bem independente porque sua natureza é do bem.  Parabéns, você se tornou ...

Crônicas de Agosto II

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 Hoje é dia 17 de agosto de 2026, uma segunda feira, acordei sem despertador, como sempre com a bexiga cheia pra ir ao banheiro, o barulho da rua já estava a todo vapor, ônibus passando, os pais deixado os filhos pequeninos na escolinha aqui de frente de casa, as pessoas, carros e motos passando, eu sem despertador, nessa segunda feira eu estaria madrugando para estar no escritório da obra 630 da construtora Caiapó onde eu trabalhava, mas agora estou desempregado, não tenho nada além da quantia que me restou do acerto trabalhista que ficou para eu quitar algumas dividas, acordei sem despertador, é um dos privilégios que agora eu vou dar muito mais valor do que eu dava antes, acordar sem despertador é qualidade de vida. Nessa segunda feira, eu tinha algumas coisas já em mente, umas delas era ir na central de empregos dizer que as 3 cartas de encaminhamento não deram em nada, infelizmente, outra coisa seria ir comprar um relógio de pulso, que eu estava querendo comprar e também arrum...

Crônicas de Agosto I

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        Hoje é 12 de Agosto de 2026, amanhã é dia do economista e eu, formado em economia sinto em mim uma forte síndrome de impostor, eu que busquei em uma formação acadêmica ter uma identidade a ser respeitada, uma auto imagem construída pelo merecimento, de alguém que não se sucedeu a prazeres momentâneos para ser o bom menino, o menino da vovó, o bom moço, o cara consciente, o exemplo pro meu irmão, o cara que escreveu uma história de superação mesmo tendo uma infância difícil, com um pai alcoólatra, uma mãe que se foi cedo demais por causa de um câncer. Infelizmente, as coisas não são lineares, estão mais fora do nosso controle do que imaginamos na nossa vã filosofia, estou ainda na luta por reafirmar minha identidade através de um título acadêmico, dessa vez um mestrado que estou levando como se fosse uma via crucis, estou com o prazo de prorrogação para a defesa do mestrado quase estourado, pois se encerra agora em setembro, que é o meu limite regulamentar par...

"O jeito certo de comer paçoca"

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           Você não come uma paçoca inteira de uma vez, você pega uma paçoquinha, a que cabe na boca, mesmo cabendo inteira na boca você degusta um pedacinho, mesmo que sua avó faça uma bandeja inteira de paçoca deliciosa, você vai se ater a um pedaço que caiba entre seus dedos fazendo o movimento de pinça entre o dedão e o indicador, após estar com a paçoquinha desembalada, ela vai estar diante de você, moreninha, nua, suculenta, irradiando sabores só de olhar, sua boca saliva só de pensar no que seu paladar irá saborear em instantes.        Você coloca a paçoca na boca e não morde com força, mas deixa ela se despedaçar entre os seus dentes, ela naturalmente pela sua natureza quebradiça irá de desfazendo entre seus dentes, cada pedaço de doce com amendoim 🥜 vai se espalhando pela sua boca como um derramar de prazer, um deleite momentâneo que você gostaria que não acabasse, mas o pedaço ainda está lá na sua boca, longe do céu, mas forma...

Histórias no Mato Grosso

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Histórias no Mato Grosso Hoje é dia 7 de maio. Já fazem um mês e dezessete dias desde que cheguei ao Mato Grosso — uma terra em que eu nunca havia pisado antes. Curiosamente, minha primeira experiência “mato-grossense” aconteceu muitos anos atrás, em 2013, quando viajei para o Mato Grosso do Sul enquanto fazia seminário pastoral. Naquela época, eu sonhava em ser pastor. Viajava como seminarista e carregava comigo aquele fervor típico de quem acredita ter encontrado sua missão definitiva na vida. Lembro que, antes mesmo do ônibus encostar na rodoviária, eu me levantava e pedia a palavra para falar rapidamente com os passageiros. Dizia que existia uma igreja aberta na cidade, que Jesus os amava e que todos eram bem-vindos. Para mim, aquilo era uma atitude radical. Hoje, em 2026, descobri que existem pessoas pregando até dentro de avião — então talvez eu nem fosse tão ousado assim. Mas não é sobre pregações inconvenientes que quero falar. Quero falar sobre como fui parar, quase por acaso...

O que você vai fazer com o que fizeram com você

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  O que você vai fazer com o que fizeram com você O mundo é a nossa casa. Uma casa grande demais para caber na nossa compreensão completa, mas íntima o suficiente para nos afetar todos os dias. Nela, existem figuras de conforto, de autoridade, de disputa e de afeto — como em qualquer família. Há aqueles que nos acolhem, aqueles que nos desafiam, aqueles que competem conosco e aqueles que simplesmente seguem seus próprios caminhos. E no meio disso tudo… estamos nós. Tentando encontrar o nosso lugar. O mundo gira como uma centrífuga de emoções. Enquanto ele segue impassível, pessoas riem, choram, conquistam, perdem, se encontram e se perdem de novo. Cada um vivendo o seu pequeno universo particular, mas todos compartilhando, no fundo, o mesmo desejo silencioso: viver bem, estar em paz consigo mesmo e com os outros. Mas essa dupla nem sempre vem junta. Às vezes, para estar bem com os outros, você se abandona. Outras vezes, para ser fiel a si mesmo, você decepciona quem esperav...