Questões familiares na adolescência
Olha que missão no domingo
Um primo meu, adolescente e homossexual, não tem uma boa relação com a mãe dele, minha tia tem alguns anos já, só que ontem a tampa da panela de pressão supitou, ela brigou com ele e disse que ele está se envolvendo com gente errada, com mala, com gente que usa e mexe com drogas. Minha tia é uma mulher muito trabalhadora, só folga no final de semana, e fica em casa bebendo, mas nunca dá muita atenção e tempo de qualidade com o filho, o meu primo Álvaro.
Ele xingou ela tudo, e ela ficou muito mal também, ela tem questões a serem tratadas, mas claro que o Álvaro que é uma criança, um menino de 15 anos não tem nada a ver com isso, pelo menos ele me vê como alguém legal e ele me dá ouvidos, ele gosta de falar comigo, até tinha me mandando mensagem pra tirar um dia pra encontrar com ele. Esse domingo eu fiquei por conta dos familiares, fui cedo para o clube com a minha tia e minha prima, depois fui lá ver ele e a minha tia, conversei com ela e ele estava no parque, fui ao parque e encontrei com ele, e uns amigos dele que estavam juntos, uma guria e um outro rapaz.
Ele fuma, até onde sei provavelmente maconha, mas junto com ele, tinha um menino e uma menina, a menina ele conheceu tinha uma semana no curso de inglês, e o menino mora num bairro próximo do dele, a menina defendeu o Álvaro o tempo todo, dizendo que realmente minha tia é uma bruxa e o Álvaro tinha mesmo que arrumar outro lugar pra morar, porque minha tia vai acabar matando ele, lógico que ela não tem noção da realidade e muito menos conhece minha tia o suficiente, ela com 16 anos só ficou do lado do Álvaro e disse que qualquer coisa o Álvaro ia pra casa dela, ela mora em Goianira e o irmão dela já tem problemas de luta contra o vício em drogas, ela conheceu o Álvaro no curso de inglês e ja viraram amigos.
Já o menino, não conversou muito, ficou mais na dele, quando eu perguntei sobre escola, eles disseram que ele não estuda, porque tem que pagar a pensão da filha, pensa, o guri tem 15/16 anos e já é pai e por isso não vai pra escola mais
Mas enfim, ele conversou com o pai dele, e ficou combinado de ele voltar pra casa, eu fiquei de deixar ele em casa e depois vamos resolver com minha tia sóbria sobre essa situação de conflito dos dois. A menina já estava com a mãe ligando o tempo todo preocupada
Eu levei a menina em casa, lá em Goianira, uns 20 km de Goiânia e depois fui levar o rapaz e meu primo pra casa, mas antes eles ainda pediram pra parar e fumar em uma praça. No meio da viagem de volta, o rapaz me solta que não poderia estar andando por aquelas bandas porque está jurado de morte, porque ele trabalhava para uns traficantes pesados vendendo droga e pagaram ele pra matar um cara que tava devendo, e era ali da região
E ele ficou sem graça de contar porque não queria assustar a menina, porque ele tá afim dela, e disse que queria falar logo porque quando alguém vai matar quem tá junto morre de tabela
E ainda disse pra não comentar nada com a menina, que também é sem juízo e depois me disse que tá gostando do menino.
Antes de deixar o Álvaro em casa eu mandei a real. Falei que se ele não filtrar as pessoas com quem ele anda, ele vai se dar mal, mesma coisa que minha tia disse pra ele lá no começo da conversa só que dê uma maneira mais amigável, mas muito sincero, eu fiquei preocupado de verdade, falei pro Álvaro sair fora desse menino que se ele continuar andando com ele vai se lascar.

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