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Vila Montecelli: entre a fé, a luta e a memória

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  🌆 Vila Montecelli: entre a fé, a luta e a memória 📍 Localização e vizinhança A Vila Montecelli nasceu e cresceu em um ponto estratégico de Goiânia, cercada por instituições marcantes: Ao lado do clube da Saneago e da antiga Secretaria da Fazenda (hoje Economia) ; Próxima à Cavalaria da Polícia Militar ; Ao fundo do Parque Agropecuário da SGPA , vizinho também do Parque Mutirama e do Parque Botafogo ; E colada ao atual Hospital de Reabilitação Dr. Henrique Santillo (CRER) , que no passado foi o sombrio manicômio Adauto Botelho . Esse entorno já mostra um bairro marcado por contrastes: de um lado, grandes prédios estatais e áreas de lazer , de outro, uma comunidade popular com histórias de luta, resistência e solidariedade. ⛪ Igreja, fé e infância No coração do bairro está a Igreja Nossa Senhora de Lourdes , junto da maternidade de mesmo nome. Foi ali que muitos nasceram, se batizaram e viveram a fé. Na mesma quadra funcionava o projeto Pré-Adolescente , da...

Musa da criação

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🌒 Musas da Criação Há um ser que vagueia entre o real e o imaginado. Que habita o olhar de um artista e o sonho mais secreto do operário. Esse ser nos visita em silêncio, mas sua presença é como um trovão num coração desatento. É quem nos dá fôlego quando até o ar parece pesar, quem nos dá coragem de enfrentar um exército inteiro com apenas uma ideia, quem faz a mente cansada trabalhar como se nunca tivesse dormido. Ela é o fio invisível que costura nossos dias. A lembrança que queima como febre boa, o arrepio que vem sem aviso quando tudo ao redor parece morno. Ela não precisa falar — o mundo se reordena só de ser percebida. Para o marinheiro isolado no mar sem fim, ela é a saudade que ancora. Para o engenheiro, o traço perfeito no projeto mais impossível. Para o advogado, a causa que faz o sangue ferver e os olhos brilharem. Para o médico, o risco que vale a vida — e a vitória que salva mais do que um corpo. Para o economista, o investimento sem cálculo, o salto no ...
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 Conversa sobre o melhor termo a se chamar os trabalhadores de uma firma: “ChatGPT, as pessoas eram chamadas, num passado não tão distante, de funcionários, empregados, e aí, com o passar do tempo, foram ocorrendo briefings, e as empresas, para melhorar o relacionamento com os funcionários, os seus empregados, passaram a chamá-los de colaboradores. Ou outros nomes, né? Enfim, eu gostaria de conversar contigo sobre a dinâmica que tem se tornado nomear aquelas pessoas que são basicamente exploradas pela sua força de trabalho para que elas, de certo modo, se sintam, não tão exploradas, mas participantes daquele negócio, de modo que elas fiquem até mesmo felizes para participar do seu emprego, para gerar mais resultados, ter mais produtividade, etc. Então, eu queria que você me dissesse que, tendo em vista que o nome colaborador se tornou algo ultrapassado, obsoleto, talvez, mas que tem uma carga já social, uma carga de pejoratividade, sei lá se existe essa palavra, mas eu queria saber...

A QUEBRA DA QUARTA PAREDE

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 Eu cá conversando com meus botões em uma dessas dúvidas que me aparecem, resolvi consultar o chat gpt nessa questão:     O grupo de teatro brasileiro “melhores do mundo” tem uma prática interessante que, enquanto estão atuando, fazem pausas e observações para a plateia, ou as vezes saem do personagem e os atores se divertem enquanto fazem a peça, é como se estivessem se divertindo assim como a platéia que pagou o ingresso. Do ponto de vista artístico e até mesmo literário, como podemos classificar o tipo de obra que “quebra a quarta parede”? No caso eu sei que existem classificações, e nomenclaturas para obras que falam e referenciam a si mesmas, ou de algum modo falam de um outro contexto paralelo, ou até mesmo descrevem outras histórias em outros universos, usando aqui a palavra “universo” como é usado em “universo marvel”, “universo do homem aranha”, “universo do chaves”, “universo do bob esponja”, “universo dos x-men” etc… não lembro se a palavra é antologia ou algo ...

Entre Memórias e Novos Começos: Uma Reflexão de Igor

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 Hoje, dia 11 de outubro de 2024, encontro-me em um apartamento na zona sul de Porto Alegre, cercado por novas experiências e lembranças que me moldaram até aqui. Aos 30 anos, sou estudante do mestrado no Programa de Pós-Graduação em Organizações e Mercados da UFPEL. Ao olhar para trás, sinto uma alegria profunda por estar trilhando um caminho que é inédito na minha família, originária de raízes muito humildes. Recordo com carinho meu tio Daniel, que sempre sonhou com uma vida melhor, mas acabou enfrentando dificuldades que o tornaram um homem doente e tutelado pela minha tia Eneida. As palavras de incentivo da minha mãe ecoam na minha mente: “Bora viver, Daniel!” e “Mente vazia é oficina do que não presta!” A vida não é fácil, mas sempre houve um incentivo para seguir em frente. A dor da perda ainda é fresca em minha memória. Meu tio Zé Neto, que partiu tragicamente este ano, é uma lembrança que pesa em meu coração. Seu desaparecimento em Goiânia, seguido por uma luta contra a D...

VIAGENS DE AUDITORIA 2025

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 Um ano especialmente difícil  Em dezembro de 2024, estava eu extremamente ansioso pelo ano que iria se iniciar, estava concluindo as disciplinas obrigatórias e optativas no curso de pós-graduação em economia aplicada, pela UFPEL (Univerdidade Federal de Pelotas), foi um ano especialmente duro, além da pressão natural do curso em economia aplicada, com várias matérias que não tenho nada de domínio, deixaram mais escancarado que as condições da minha graduação em época de pandemia foram as mais deploráveis em termos de qualidade de aprendizado, foi um sacode em meses do que eu passei batido em anos, teve também o aspecto climatológico da região extrema sul do país, foi o ano da maior enchente até então registrada no Rio Grande do Sul desde 1941, a cidade de Porto Alegre foi muito prejudicada, houveram muitas mortes e centenas de desabrigados, eu estava lá no meio, fui voluntário nos abrigos da prefeitura, o Brasil parou para acompanhar a angústia do povo gaúcho. Foi um ano soli...

Enquanto o Tempo Me Lê

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  16 de julho de 2025 A segunda metade do ano já começou — e com ela, a constatação inevitável de que entrei, sem pedir licença, na vida adulta. Tenho trinta e um anos. Sou um homem dos chamados “30+”. E o mais curioso? Já me chamam de “senhor”. Às vezes, por pessoas que nem parecem tão mais novas assim. Confesso que sinto um misto de orgulho e estranheza. Na minha cabeça, ainda sou aquele rapaz meio cru, que se perde em pensamentos longos e sonha com o que poderia ser. Mas a verdade é que boa parte das novidades da vida já passou. Hoje, me percebo mais calejado — especialmente no trato com os outros. Conviver, interpretar ambientes, entender pessoas... Talvez esse seja o meu "superpoder": um desconfiômetro aguçado, que me lembra constantemente que ninguém virá me resgatar — e, ao contrário, muitos esperam algo de mim. Sou de uma geração única. Filho da década de 90, cresci numa ponte entre eras. Na infância, era quase a idade da pedra: brincadeiras na rua, ficha no ore...

Interação com o Chat GPT (Eu sei, to usando muito, tenha paciência comigo)

 Cara, obrigado por confiar em mim com esse desabafo. Sério, de verdade, você tem muita clareza das coisas que quer , e isso já te coloca alguns passos na frente de muita gente. Pode estar pesado agora, mas você está, sim, no caminho certo — e eu vou te mostrar isso. 🛑 Primeiro: respira. Você não está fracassando. Você está num momento de transição, de crescimento, e crescimento dói. Está carregando muito peso nas costas: emprego exigente, mestrado, segunda graduação, reforma da casa, dívida do carro, apoio à família... cara, é coisa pra caramba. Mas olha: você não tá perdido — você tá construindo. 🔥 Sobre essa reunião das 17h: Vai preparado, sim, mas não se deixa intimidar. Se for cobrança, ouça, anota e veja o que pode ser ajustado — sem carregar culpa além da conta. Se vier algo mais sério (desligamento, advertência), transforma em oportunidade. Você mesmo já percebeu: talvez o desligamento até te dê um fôlego temporário (seguro desemprego, mais foco no...

A Solidão de Deus

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"De Deus à Era da Informação: Um Mergulho na Consciência e no Caos Digital"  1. Introdução: "A Solidão de Deus"    - Instigar o leitor com a ideia de um ser capaz de processar toda a informação sem se sobrecarregar. - Imagine um ser capaz de processar todas as informações do universo sem se sobrecarregar. Essa entidade, que podemos chamar de Deus, teria uma consciência absoluta, uma onisciência que nos é inalcançável. 2. "Evolução da Consciência Humana"    - Discutir como, no passado, os humanos processavam menos informações, focando em preocupações específicas.  - No início, nossos antepassados tinham preocupações bem específicas, como sobrevivência e reprodução. A informação era limitada e o foco era total, possibilitando um desenvolvimento mais pausado e direcionado. 3. "Transição para a Era da Informação"    - Analisar como a revolução tecnológica e a internet aceleraram a circulação de informações. - Com a chegada da internet e das redes soc...

CRÔNICAS DO TEMPO E DA PACIÊNCIA

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A Jornada Acadêmica Hoje sou um homem de 31 anos. Quem diria? Contra todas as estatísticas de expectativa de vida para jovens nascidos em regiões com altas taxas de criminalidade, onde cresci, romper barreiras foi para mim motivo de orgulho. Claro, o mundo evolui a um ritmo exponencial, enquanto o capitalismo avança em dinâmicas de tecnologia, inovação e ampliação do mercado consumidor. Tudo isso frente à precarização da mão de obra, salários corroídos pela inflação, jornadas de trabalho exaustivas e a exploração do trabalhador por meio de políticas que apertam, cada vez mais, o lombo dos menos favorecidos.     Mesmo assim, consegui buscar uma melhor qualificação e concluir uma graduação na Universidade Federal de Pelotas, uma das melhores do país. Apesar da pandemia e das dificuldades financeiras, com a ajuda de bolsas e programas de permanência da instituição (como Restaurante Universitário, Auxílio Moradia e Transporte Estudantil), alcancei o que parecia distante. Fiz estág...

O Vila Nova e a Glória dos Sofridos

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O Vila Nova e a Glória dos Sofridos     É preciso ser de coração forte para ser vilanovense. Cada jogo do Vila é um teste pra cardíaco, cada campeonato uma novela de emoções intensas. Ontem, no Serra Dourada, parecia que o roteiro já estava escrito, como sempre: sofrimento. Era o segundo ato de uma tragédia anunciada, depois de uma derrota doída em Anápolis, com um gol por cobertura nos acréscimos. O Vila, mais uma vez, parecia condenado ao papel de coadjuvante da história.     Mas quem é Vila Nova sabe que a fé supera as estatísticas. A multidão vestida de vermelho transformou a tarde ensolarada em um espetáculo de crença coletiva. "EU ACREDITO!" ecoava das arquibancadas, como um mantra. No campo, o time parecia pequeno diante do placar agregado. Mas quem vive na Vila Famosa sabe que os pequenos também rugem como tigres quando é necessário.     E o rugido começou. O adversário, o Galo da Comarca, tentou fazer cera, atrasar o tempo, congelar o sonho. Mas o ...

O Processo é lento

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Fui lá no HDT entregar os documentos, foi uma missão porque não tem busão direto, peguei do canedo até o Flamboyant e depois peguei um moto 99 até o HDT, chegando lá ficou faltando documento que comprovava experiência, porque eles conferem na hora, o prazo era até hoje as 14:00 pra entregar, aí o rapaz falou pra eu exportar o pdf do aplicativo da carteira de trabalho e foi uma luta pra conseguir acessar, ficava dando falha no aplicativo na hora de gerar o documento, no fritar dos ovos deu certo, só que quando fui lá tinha uma baita fila, porque são vários cargos que eles estão contratando, enfermeiro de penca entregando documento, técnico de um monte de coisa (laboratório, nutrição, segurança do trabalho, TI, Transfusionista, motorista, auxiliar administrativo, analista de GP (confesso que esse eu achei engraçado), analista de qualidade, auxiliar de farmácia, até passei na frente do seu trampo, vi aquelas mesas na Belcar com um monte de gente vestido de branco, chique demais) Aí quando...

O SONHO, A MOTO E A IGREJA

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           Sonhei que cheguei tarde em uma casa, no bairro que morei por muitos anos, estava de moto e deixei a moto na calçada próximo de uma árvore, eu tinha um sentimento de ir lá trancar ou botar ela pra dentro, mas como cresci e sempre morei nesse lugar achei que não haveria necessidade, nunca fui roubado, conhecia todo mundo e todo mundo me conhecida. Passei a noite nessa casa, acabei dormindo, durante a noite eu via essa moto lá, mas com o sono da noite não reparei muito em como a moto estava, era uma moto preta, quase igual a última moto que tive, e quando foi de manhã cedo reparei a faltava a roda da frente, quando me dei conta fiquei muito mal, só que olhei melhor e eram as duas rodas, que tinham sido roubadas, depois olhei melhor tinham levado embora até o banco, deixaram só a carcaça da moto, nem o guidon estava mais. Depois fui procurar desesperado no bar do Ismail, que é um bar que nem existe mais, e o Ismail até já morreu, Deus o tenha, os ca...