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O que você vai fazer com o que fizeram com você

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  O que você vai fazer com o que fizeram com você O mundo é a nossa casa. Uma casa grande demais para caber na nossa compreensão completa, mas íntima o suficiente para nos afetar todos os dias. Nela, existem figuras de conforto, de autoridade, de disputa e de afeto — como em qualquer família. Há aqueles que nos acolhem, aqueles que nos desafiam, aqueles que competem conosco e aqueles que simplesmente seguem seus próprios caminhos. E no meio disso tudo… estamos nós. Tentando encontrar o nosso lugar. O mundo gira como uma centrífuga de emoções. Enquanto ele segue impassível, pessoas riem, choram, conquistam, perdem, se encontram e se perdem de novo. Cada um vivendo o seu pequeno universo particular, mas todos compartilhando, no fundo, o mesmo desejo silencioso: viver bem, estar em paz consigo mesmo e com os outros. Mas essa dupla nem sempre vem junta. Às vezes, para estar bem com os outros, você se abandona. Outras vezes, para ser fiel a si mesmo, você decepciona quem esperav...

Vivendo de lembranças e expectativas

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 Vivendo de lembranças e expectativas         É muito real a sentença que percebemos quando experimentamos que de fato nessa vida não somos insubstituíveis, aquele amigo que disse que iria com você até o fim, vai ter um momento que vai ele vai ter que seguir o caminho dele, quando o destino ou a própria vida fizer seus caminhos bifurcarem tanto você quanto ele, ou ela, terão que tomar seus caminhos. É inerente da vida meu amigo, não tem muito o que fazer, como diz a música do filme da Disney, The Lion King, o ciclo sem fim da natureza e estamos nele, uma das últimas ilusões a perdemos na vida adulta é a ilusão de domínio sobre o tempo, ele está passando, e nós estamos passando com ele, toda vaidade e mesquinharia que você se submeteu até aqui foi uma grande e burra maneira de gastar seu precioso tempo, que você gastava e nem sabia que tinha tão pouco. Chega um momento que você vê que a sua juventude já se foi e o que restaram foram memórias do que você fez, deix...

Os limites do mercantilismo e da firme imposição de ideias

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 Texto encontrado em um drive do Google perdido meu, o ano era 2014: Os limites do mercantilismo e da firme imposição de ideias Hoje, dia 04 de Janeiro de 2014, o que posso ler no cenário nacional brasileiro de mídia e política, ou política em mídia, é a falta de firmeza nos ideais e isso é horrível, pois está impregnada nas pessoas e órgãos formadores de opiniões. Implicitamente quem tem uma opinião muito forte, tem que se adequar aos moldes que já estão estabelecidos. Por mais idiota que pareça alguma ideia, ou preconceituosa, fundamentalista, ou até mesmo liberal demais elas devem ser expostas sem limites e barreiras, para que possam ser discutidas e julgadas pela sociedade, como boas ou não aproveitáveis, testadas pra ver se são utopias, ou terem a possibilidade de dar certo. Isso fará de nossa sociedade brasileira, uma sociedade mais pensante e mais crítica, que não aceita guela abaixo qualquer porcaria, e não levada cotidianamente como uma manada, ou massa de manobra ...

22 de Fevereiro - Aniversário da Suzan Viviane

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 A amizade que a Economia me deu e a vida fez questão de manter 📍 Pelotas, 2018 — RU da General Teles Eu era recém-chegado em Pelotas — interior do Rio Grande do Sul, outra cultura, outro clima, outro ritmo. Um goiano tentando entender o Sul. No centro da cidade, onde quase todo estudante morava, havia o famoso RU na General Teles com a Andrade Neves. Restaurante de esquina, fila dobrando quarteirão, estudantes de todos os cursos esperando almoço ou janta de fim de semana. Eu morava numa república no começo da General Teles, entre a Saldanha Marinho e a Marcílio Dias. Ia sempre com meus colegas. Foi nesse contexto que eu vi uma menina diferente. Roupas largas, pretas (ok, isso era praticamente o uniforme da cidade), óculos, cabelo vermelho, bicicleta preta. Sozinha. Sempre sozinha. Minha primeira conclusão precipitada: “Essa deve ser de humanas. Esquerdista, certeza.” O que eu não imaginava é que ela era da Economia. E que se tornaria uma das amizades mais importantes da minha...

A história secreta da ciência desanimada. Parte II. Irmandade, Comércio e a Questão Negra

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  A história secreta da ciência desanimada. Parte II. Irmandade, Comércio e a Questão Negra   0    Por David M. Levy e Sandra J.  Peart   Eu não sou um homem e um irmão?   "A doutrina de Smith- Whately  - já que todos os usuários de idiomas negociam, o comércio é uma evidência de nossa humanidade comum - foi um desafio permanente para aqueles que argumentam a favor de diferenças fundamentais entre os seres humanos".   I n a luta contra a escravidão na Inglaterra, nenhuma arma foi mais potente do que a ideia de que todos os homens são irmãos. Se somos irmãos, como podemos justificar a propriedade de alguns por outros? Nada captou essa  idéia  de forma mais poderosa do que a imagem lançada por  Josiah   Wedgwood  em 1787. Nela, um africano algemado faz a pergunta: “Eu não sou um homem e um irmão?” Até hoje,  a imagem de Wedgwood  ressoa. No filme,  O Irmão de Outro Planeta,  “o Irmão” - um escravo al...