Meu encerramento de 2025
Micro-decisões implicando em macro-resultados
Tudo começou com minha decisão de não tentar o doutorado fazendo a ANPEC em 2025 ,tendo em vista que o caminho natural de todos mestrandos em economia aplicada é fazer a seleção para o doutorado já no ano de encerramento do mestrado,vários colegas se programaram e já estão com seu caminho certo esse ano para o programa de pós-graduação em algum centro pelo Brasil, porém, desde que recebi a informação que seria o único bolsista do PPGOM que não teria a bolsa renovada, já tratei logo de planejar meu retorno para minha terra, onde eu pelo menos teria uma moradia sem pagar aluguel, fui informado pelo meu orientador enquanto comemorávamos o aniversário dele em uma sala do departamento de economia da UFPEL, aquela notícia me pegou porque a partir dali eu precisava me movimentar, tinha em mente a ideia de voltar pra Goiânia, mas ficar apenas durante o tempo de me organizar e ir morar em Porto Alegre, tanto que até deixei muitas coisas minhas no apartamento da Isis, minha prima que mora lá. o final de 2024 foi bom, me despedi mais uma vez de Pelotas, cidade onde eu não pensava em voltar e acabei voltando, pra fazer o mestrado, o ano de 2024 foi intenso, muito estudo, fui desafiado ao máximo em minha capacidade de lidar com matérias extremamente difíceis da economia aplicada, tiveram as enchentes no estado que afetaram muito diretamente minha vida, e encerrei meu tempo ali sem muitas despedidas, a Suzan que era uma amiga que eu tinha em Pelotas, se motivou mais ainda em se mudar pra Florianópolis depois das enchentes, que é algo que tem um peso emocional muito forte em quem é do Rio Grande do Sul, deixei a Juliane e também o Victor Fraga e o Alex amigos de longa data que fiz em Pelotas.
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| Foto da turma de pós-graduação em economia do PPGOM da UFPEL, Dezembro/2025 |
Em dezembro de 2025 eu tinha decidido não voltar direto pra Goiás, mas antes visitar a Suzan em Florianópolis, e conhecer a cidade de que tanto ouvi falar, e assimfiz, fui pra Porto Alegre de busão, deixei minhas coisas lá na Isis e depois me mandei pra Florianópolis também de busão. Vale um parêntese aqui sobre essa viagem de Porto Alegre pra Florianópolis, tinha pedido pra minha prima comprar pra mim, e a passagem de avião o meu amigo Paulo me deu uma baita força. Quando tomei o carro de aplicativo na porta do prédio da minha prima, o carro era diferente, mas eu estava atrasado, botei minhas malas e chegamos em cima do laço na rodoviária de Porto Alegre, uma fila enorme já se formava pra entrar no ônibus das 15:00, só que foi dando 15:15, 15:30 e 16:00 e nada desse ônibus aparecer, nisso já estava se formando outra fila no mesmo box para o pessoal que iria pegar a viagem das 16 e alguma coisa, ou seja, duas filas formadas, pro mesmo destino, mas de horarios diferentes, tava apertado, fui ao banheiro da rodoviária, foi a primeira vez que vi gente cheirando pó na minha frente, voltei pensando na imagem que acabei de ver quando aparece o ônibus da empresa que era por onde seria minha viagem, nem lembro o nome da empresa, só sei quevi o ônibus encostando e um rapaz de muita boa vontade falando em alto volume: - Passageiros com destino a Florianópolis, formar uma fila aqui comigo! (Mal sabia na tormenta que ele estava se metendo), por algum motivo que eu sempre vejo algo mal feito se formando eu tentei intervir, já fui chamando o pobre funcionário e falei: - Cara, essa fila aqui é dos passageiros que deveriam ter embarcado às15:00, e já era quase 16:30. O rapaz me agradeceu muito e já tratou de organizar: - Passageiros das 16 horas, esse é o ônibus de vocês!! O pessoal da fila do meu horário começou a ficar indignado, burburinho danado de insatisfação, mais uma vez eu entrei em cena, claramente aquele que tava lá não era o nosso ônibus, porque ele não era double deck o meu era, então tive a ideia de ir no guichê da empresa que ficava na parte de cima da rodoviária,visto que ela ainda se recuperava da perda grande que houve com as enchentes daqueele ano, quando eu cheguei na sala onde estavam os guichês das empresas de ônibus, a cena era de caos, gente gritando, muita gente com cara de brava, funcionários atordoados com muitos problemas pra resolver ao mesmo tempo, eu apenas me aproximei do rapaz com o uniforme da empresa que era da minha viagem e perguntei sobre o ônibus, ele disse: - Tchê, tivemos um problema com o ônibus, mas pode avisar lá que tá encostando. Nem discuti, era o que eu precisava ouvir, desci a rampa,e ali embaixo um grupo já me esperava, eu disse pra mulher que ficou olhando minhas coisas que o ônibus já vinha, uma senhora que estava com a reclamação entalada na garganta já veio pra cima de mim: - Isso é uma vergonha, estou aqui desde as 15 horas, nisso eu já a iterrompi e disse: - Moça, eu também sou passageiro.
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| Minha bagagem narodoviária de Pelotas 20/12/2024 |


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